PETRÓLEO SOBE DIANTE DE DESVALORIZAÇÃO DO DÓLAR

SÃO PAULO – Os preços internacionais do petróleo subiram nesta terça-feira, depois que a sinalização de uma nova ajuda financeira à Grécia ocasionou uma queda do dólar com relação ao euro.

Os contratos do WTI com vencimento em julho e agosto avançaram no mesmo valor, de US$ 2,11. O primeiro fechou em US$ 102,70 e o segundo em US$ 103,27.

O Brent para julho ganhou US$ 2,05 e encerrou o dia a US$ 116,73; o vencimento de agosto teve alta de US$ 2,01, para US$ 116,38.

Depois da interrupção de ontem devido ao feriado de Memorial Day, as negociações em Nova York refletiram nesta terça-feira a notícia de que a Grécia pode receber pelo menos mais 20 bilhões de euros (US$ 28 bilhões) em ajuda financeira para sanar a crise em sua dívida. 
Ontem, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou que os líderes europeus vão decidir sobre um novo pacote de ajuda no final de junho.

Diante do possível alívio sobre a crise da dívida, o euro subiu frente ao dólar. A desvalorização da moeda americana tornou as commodities, como o petróleo, mais atraentes, pressionando para a alta.

Os preços internacionais do petróleo também ganharam força, pelo lado da oferta, depois que a TransCanada anunciou o fechamento temporário do oleoduto Keystone, que leva 500 mil barris de petróleo por dia dos EUA para Alberta, no Canadá.

Os conflitos no Oriente Médio também continuam a pressionar os preços. Um relatório divulgado hoje pelo JP Morgan aos clientes afirma que se esgotaram os estoques de petróleo mantidos pelos rebeldes na Líbia e que, depois que o ditador Muamar Gadafi deixar o poder, ainda vai levar um tempo para que os embarques sejam retomados. “É improvável que vejamos exportações significativas em 2011”, diz o documento.

O avanço do petróleo foi contido pelos dados de demanda no maior consumidor mundial da commodity. A confiança do americano diminuiu em maio, afetada pela avaliação das situações presente e futura. O indicador do instituto Conference Board, que mede esse sentimento, ficou em 60,8, ante 66 em abril. 
O índice de preços das casas nas 20 maiores cidades dos EUA também chamou a atenção, ao diminuir 3,6% na comparação de março com o mesmo mês do ano passado, segundo a S&P/Case-Shiller. Foi a maior queda na comparação anual desde novembro de 2009.

Fonte: UOL Notícias (Luciana Seabra | Valor, com agências internacionais) 

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